domingo, 2 de dezembro de 2007

Lançamento do livro «História de Alberto»

É sempre com gosto que o Museu de Alberto Sampaio se associa ao lançamento de publicações. Mais grato nos é lançar um livro que conta aos mais jovens, e de um modo apelativo, quem era Alberto Sampaio que, como bem sabeis, é o patrono deste Museu.

O livro é uma edição da Editora Campo das Letras e teve o apoio da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e do Instituto dos Museus e da Conservação, por intermédio da Rede Portuguesa de Museus. Este é a primeira obra de um conjunto de publicações que irão ser editadas e que contam com a chancela das Comemorações do Centenário de Alberto Sampaio.

Quero aproveitar a oportunidade para agradecer publicamente à Editora Campo das Letras a colaboração que tem concedido a este museu na edição de diversas obras. Esta parceria público-privada tem permitido trazer a lume edições como: «O Bordado de Guimarães: renovar a tradição» (2006), o livro que hoje lançamos, «História de Alberto», bem como a obra «Mestres ourives de Guimarães: séculos XVIII e XIX», que será lançada na próxima terça-feira, pelas 21h30m nesta mesma sala e, um outro livro infanto-juvenil, a sair no início do próximo ano, e intitulado «D. João I: um rei que de Guimarães gostava».

Voltemo-nos agora para o livro que aqui nos traz – «História de Alberto». Emília Nóvoa Faria, sobrinha trineta de Alberto Sampaio, dá a conhecer o nosso homenageado socorrendo-se para isso das histórias que no seio da família se conhecem e se transmitem – ficamos a saber, por exemplo, que tinha um tio cónego; que nasceu e foi baptizado no mesmo dia, aqui ao lado na igreja de Nossa Senhora da Oliveira; e que, porque nasceu no dia de Santo Alberto, Alberto foi o seu nome; sabemos que ele e seu irmão José, gostavam de brincar na Quinta de Boamense, em Famalicão, rodeados pela natureza, apreciando os banhos no rio e as brincadeiras no meio da bicharada, entre a qual se incluía os cavalos Liró e Talvai. Também ficamos a saber que gostava de se deitar tarde e tarde erguer, bem ao arrepio da vontade da velha criada Margarida, e ao arrepio também do velho ditado que diz «deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer».

Outra história curiosa que a família preserva é a de saber-se que no dia em que Alberto morre desponta, «no jardim perto do seu quarto», uma oliveira que ainda hoje lá se encontra. Não admira que tenha nascido uma oliveira, e não um carvalho ou outra árvore qualquer, lembremos que Alberto Sampaio nasceu e foi baptizado em Guimarães na Igreja de Nossa Senhora da Oliveira. O livro conta-nos muitas outras histórias, traçando o seu percurso de vida, os locais por onde andou, as amizades que fez, a obra que publicou… Nos vos contaremos mais nada, porque senão estaríamos a estragar-vos o prazer de ler o livro e de descobrirdes novas facetas da vida de Alberto Sampaio.

Mas, um livro infantil não vive apenas do texto, dele fazem parte integrante as ilustrações. Estas são de extrema importância para despertar nos mais jovens o gosto pela leitura e pelo sonho. O livro foi ilustrado por Fedra Santos que compreendeu bem o espírito do texto e nos delicia com belas imagens como, por exemplo, a do menino Alberto a deliciar-se com marmelada acabada de fazer, ou o nosso homenageado e o seu irmão José a serem recebidos pelos professor Correia de Abreu, um pequeno, simpático e rechonchudo professor de fartos bigodes.

Terminada esta sucinta apresentação do livro, gostaria de concluir dando-vos a conhecer, em traços gerais, os curricula da autora e da ilustradora.

Emília Nóvoa Faria nasceu na Póvoa de Varzim, em Janeiro de 1957. Licenciou-se em Engenharia Química pela Universidade do Porto, tendo desenvolvido actividade profissional na Indústria do Papel entre 1982 e 2002. Nesse ano ingressou no Museu Bernardino Machado, como técnica superior da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, onde actualmente trabalha. No seu percurso pessoal dedicou-se desde muito cedo ao estudo e divulgação da obra do historiador Alberto Sampaio, tendo publicado vários trabalhos com a chancela da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e da Sociedade Martins Sarmento. No âmbito da literatura infantil é autora do livro "História de um Presidente", editado pelo Museu Bernardino Machado e de "Os Anões da Floresta e do Papel", editado pela Associação Portuguesa da Indústria de Pasta e Papel.

Confesso que foi contra a sua vontade que referi no curriculum a sua formação como engenheira. Dizia-me a autora que não tinha relevância para as tarefas que hoje em dia realiza. Confesso que discordo, e também confesso que é raro estarmos em desacordo! Mas julgo que o seu percurso académico e profissional lhe dá uma visão, uma abordagem e uma sistematização dos assuntos que provavelmente não teria se a sua formação fosse outra. Não será também demais realçar que a Emília tem sido a alma das Comemorações que hoje se iniciam.

Fedra Santos nasceu em Freamunde, em 1979. Concluiu em 2002 o curso de licenciatura em Design de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto. Em 2003, e em parceria com Abigail Ascenso, criou o atelier de design Furtacores, que se dedica ao design gráfico, fotografia e publicidade e, em particular, à ilustração.

Ao longo de seu percurso profissional teve oportunidade de criar diversas marcas e ilustrar vários livros, como: O livrinho das lengalengas, de José Viale Moutinho; O Rapaz de Bronze, de Sophia de Mello Breyner Andresen; O Cavalo das Sete Cores, de Papiniano Carlos; As Sete Cidades do Arco-Íris, de Vera Santos Silva; Jabiraco, de Marcus Tafuri e Sapinho e Sapão, de Nicolás Guillen.

Tem participado em mostras e feiras onde apresenta o seu trabalho como ilustradora.

Em 2003, a sua curta-metragem de animação «A Macieira» foi seleccionada para o festival Ovarvídeo e para a Festa Mundial da Animação, a decorrer na Casa da Animação do Porto.

Em 2007, foi seleccionada para a Mostra de Jovens Criadores 2007, na área de Fotografia, com a sua obra «Os Velhos».

[Texto lido no dia 1 de Dezembro de 2007, na apresentação do livro por Isabel Maria Fernandes, Directora do Museu de Alberto Sampaio]

1 comentário:

Anónimo disse...

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